Meu Malvado Favorito 3 é um filme de animação que chegou aos cinemas em 2017 e conquistou milhares de fãs em todo o mundo. A trama gira em torno do ex-vilão Gru, que agora é um agente secreto, e de sua família adotiva formada pelas fofas e divertidas menininhas Margo, Edith e Agnes, além de sua nova esposa, a espiã Lucy. Mas, como em todo filme, é impossível não questionar as mensagens e representações que estão ali sendo transmitidas.

Ao olhar para a trama, é notável a forma como as personagens femininas são representadas de maneira estereotipada. As menininhas são meigas, doces e sempre estão em busca da aprovação do pai. Já a personagem Lucy, é forte, independente e assume claramente um papel masculinizado na história.

Por outro lado, o filme também aborda questões de masculinidade e paternidade. Gru enfrenta o desafio de lidar com seu irmão gêmeo, que representa a masculinidade tóxica que é tão comum em nossa sociedade. O irmão de Gru é vaidoso, narcisista e sempre em busca de dinheiro e poder. É interessante observar como o filme retrata a construção social da masculinidade e a forma como isso pode afetar as relações pessoais e familiares.

Outro ponto a ser observado é a falta de representatividade racial no filme. As personagens são, em sua maioria, brancas, o que é um reflexo da indústria cinematográfica de maneira geral. É essencial que, em produções futuras, haja uma maior diversidade de personagens para que todos os grupos se sintam representados e possam se identificar com a história.

Em conclusão, Meu Malvado Favorito 3 é um filme divertido e emocionante, que certamente irá encantar pessoas de todas as idades. Porém, é necessário sempre questionar as representações e mensagens que estão sendo transmitidas na trama. A forma como as personagens são construídas e retratadas pode ter um grande impacto na maneira como o público enxerga a si mesmo e ao mundo ao seu redor.